Primeiro dia

Se pararmos um pouco para pensar, nossa vida estudantil é praticamente toda feita de primeiros dias. Eu mesmo estava contando agora a pouco e percebi que durante toda minha vida estudantil, que ainda não acabou, eu já tive 8 primeiros dias, e cara, isso é muito!

O primeiro dos primeiros dias é no jardim de infância. Obviamente eu não lembro muito bem como foi, nem mesmo sei o que senti ou se chorei quando meu pai  foi embora. Provável que não, não era de me preocupar com essas coisas. Não sei se fiquei aflito ou não, talvez ansioso, não tinha nenhuma ambição muito menos medo de não gostar de ninguém, quando se é criança, essas coisas não nos preocupa. Enfim, sobrevivi, e a única coisa de que me lembro, é de achar que tinha super poderes, e mais nada.

Depois da sua formatura no jardim de infância, é a vez de ter o primeiro “primeiro dia” real. Lembro de ter choramingado por mudar de turma, mas acho que foi mais influência da televisão do que emoção mesmo. Vocês sabem, criança adora um drama mexicano, acham bonito, e assim eu criei um pequeno drama no meu mundo particular, que não durou mais de 30 minutos, pelo que eu me lembro. No ensino fundamental, não tive preocupações também, lembro de ter ficado surpreso de reconhecer várias pessoas do jardim na mesma escola que eu, e sem mais julgamentos, fui normalmente para a sala, sem nervosismo nem nada. Foi de fato sem graça, muito sem graça.

Ensino Fundamental 2, aqui sim, a coisa de certa forma começa a esquentar! Com 12 anos afinal, você não é mais uma criança! Era assim que eu pensava, pelo menos. Lembro de estar pouco mais preocupado com a aparência, e com fazer amizades. Nunca fui muito tímido, então já cheguei na sala conversando com outro novato, e de vez em quando, tentava me intrometer em conversas de outros, para me integrar. Inclusive, foi assim que comecei a conversar com o Mateus, um dos meus maiores amigos desde então. Foi no fundamental que fiz minha primeira amizade sólida e duradoura. Claro, houveram outras na nossa turma, mas tanto pra mim, quanto pra ele, foi a nossa que sobrou.

Na sétima série meu pai me acusou de achar que a vida era uma festa, de fato a vida era uma festa, e eu, o host da própria, mas parece que meu pai era o vizinho chato que liga pra polícia para reclamar do som. Primeiro “boom” de verdade foi esse ano, que meu pai me trocou de escola, e eu, com os meus 14 anos, fui para uma escola que não queria estudar, e que não conhecia ninguém, e digo, como eu sofri! Ok, nem sofri tanto assim, no terceiro horário eu já estava fazendo amigos e foi nessa escola que criei mais amizades sólidas. Foram dois ano divertidos, um dos melhores da minha vida, e que jamais descartaria.

Ensino médio eu voltei para minha outra escola, o problema dessa vez era, meus amigos saíram, depois o Mateus voltou, mas isso levou um ano inteiro, e na época, eu não adivinharia que ele iria voltar. Lembro de ter chorado, e não queria voltar. Fiquei bem nervoso no primeiro dia, não sabia o que iria me esperar na sala, naquela escola. Já não queria voltar, a vida é cínica não é mesmo? Foi no ano de 2005. Não vou falar muito, só alguns fatos. Minhas outras amizades sólidas foram criadas durante esse ano. Foi a melhor turma da minha vida. Meu primeiro namoro foi nesse ano. Conheci pessoas que até hoje sinto muita falta. Acho que não preciso dizer mais nada para expressar o quanto foi maravilhoso esse período, né?

Por fim, teve o primeiro dia do cursinho, bom, foi uma bosta. Não me preocupei muito, nem com aparência, nem com amizades, nem com nada. Meu objetivo central era chegar lá, estudar muito para sair o mais rápido possível. Bem, foi o que fiz, não fiz muitas amizades, tinha pessoas com quem conversei. Nada marcante, nada demais, anos da vida perdidos.

Como podem ver, os primeiros dias que menos desejei, foram os melhores da minha vida. Hoje é o primeiro dia de faculdade, não sei se vai ser bom, estou preocupado mais com minha imagem do que com amizades. Não sei até que ponto isso é bom ou não, só espero que como os outros que não desejei, que esse seja a primeira vez que algo que eu quero, seja fantástico e inesquecível.

Obrigado por lerem tantas bobagens! Desejem me sorte, e ganharão consulta grátis. :*

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Chupando limão

 Dessa vez foi muito rápido, o ano mal começou e já veio a primeira confusão complicada. Quando digo complicada, digo em partes, na verdade, fizeram ficar complicada.

 Eu não sabia que aquele liquidificador era presente de casamento da minha irmã. Como o da minha casa estava estragado, e vi aquele dentro da caixa na cozinha, achei que minha mãe havia comprado um novo. Engano meu. Depois de ter usado o liquidificador, estava tomando calmamente minha vitamina de banana com mamão, eis que surge minha irmã, Renata, a fera!

 Como se não bastasse ser xingando por ela, vem minha mãe e meu pai e xingam também! Não bastando o monólogo de quase uma hora, fui avisado que não terei mais meu presente de aniversário ( sim, ainda não tinha ganhado ), e que eu deveria comprar um liquidificador novo para minha irmã, usando O MEU DINHEIRO! Nisso, a vontade de chorar misturada com o sentimento de “fudeu” começou a se apoderar de mim, e lá fui eu para a Ricardo Eletro comprar um liquidificador novo para minha irmãzinha!

 Eis que não sabia, que uma incrível nuvem de má sorte havia sido deslocada por massas polares para cima do meu quarto, e que eu, uma massa de ar quente havia atraído ela, e ela resolveu andar em cima de mim.

 Chegando na Ricardo Eletro me deparo com saldão e pensei “BELEZA!” Comprei o liquidificador no saldão, novinho e lindo! Só que não vinha na caixa, pq era última peça de estoque. Cheguei em casa, entreguei o liquidificador para minha mãe e pensei “perdi só 119 reais, menos mal”. Mero engano, poucos minutos depois surge Renata, a fera, falando que não queria aquilo, pois queria lacrado na caixa. E novamente eu, tenho que ir a loja, perguntar se não tinha um lacrado, que eu pagaria a diferença. Não tem lacrado na loja, e a vendedora ficou alguns minutos procurando a caixa e não conseguiu achar.

 Uma menina, Fernanda, que já trabalhou na loja do meu pai, está lá no exato momento, tentando resolver o problema pra mim. Caso ela não consiga, terei de ir em outra loja e comprar OUTRO para minha irmã, lacrado e aquilo que era economia, se tornou prejuízo.

  Não se trata de um questão do copo meio vazio ou meio cheio, se trata de uma questão de despedida. Adeus tênis lindo e colorido, adeus saídas de férias, adeus alegria, pq depois disso, todos vão olhar com cara feia para mim durante umas 2 semanas, e como meu dinheiro está indo todo embora nessa merda, não terei como sair de casa.

 Espero que essa nuvem vá embora logo e que o ano seja ótimo! Ainda tenho esperanças de que 2010 seja um ano incrível e inesquecível! Que o de vocês também sejam!

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Limonada do dia

De certa forma, me sinto na obrigação de dizer que não sei quanto o que irei escrever aqui e a frequência. Ano que vem estarei finalmente na faculdade de medicina e não sei quanto ao tempo livre, mas isso não é algo que devemos discutir agora e vamos direto ao primeiro post!

Diretamente de uma das cafeterias mais requintadas de Belo Horizonte, estou fazendo o primeiro post. Em um ambiente rodeado de aparente intelectuais e aposentados montados na grana, posso dizer que me sinto um verdadeiro peixe fora d’agua. Estou vestindo uma camisa polo normal, rosa com listras azuis, uma bermuda branca e calçando um Mr. Pac Man High, de fato estou chamando mais atenção do que deveria, porém me senti mais tranquilo com o ótimo atendimento que recebi do garçom, que estava bem sorridente e me tratou muito bem.

Após uma bela olhada no cardápio e ficar me perguntando o motivo de insistirem em colocar nomes em linguas aleatórias que apenas prejudica nossa pronúncia, acabei por escolher uma bebida gelada, Pecatto.

De forma geral, o Pecatto é uma bebida com dois expressos, batidos com calda de maracujá, uma bola de sorvete de creme e raspas de chocolate. Apesar dos ingredientes deliciosos devo dizer que o gosto me decepcionou um pouco, era demasiadamente amargo e sem graça, parecia que estava tomando café batido com gelo e suco de maracujá, nem de longe valeu os 7,50 que paguei, se tivesse pagado 2,30 em um copo de suco de laranja sairia mais satisfeito, tenho absoluta certeza.

Depois de alguns minutos ( 33 exatamente ) sentado, escrevendo e sentindo o ambiente, acabei me surpreendendo com o local. Garçons extremamente agradáveis, pessoas agradáveis a minha volta e um ambiente aconchegante e limpo. Apesar do pequeno desconforto que tive no início, fui ficando cada vez mais a vontade e posso afirmar, volto aqui, quem sabe da próxima vez eu não tenha mais sorte com a bebida?

Como todo bom lugar de BH, sempre existe uma situação random. Estava sentado escrevendo e esperando meu pedido chegar quando fui surpreendido por uma simpática senhora puxando assunto comigo sobre o vestido super curto que uma outra senhora, com uns 80 anos estava usando. Foi muito engraçado, pq a mulher ficou mto assustada com as pernas da senhora, que eram realmente bonitas, mas ao mesmo tempo, ela se desmonstrou chocada com o vestido curto, foi um papo rápido e engraçado, porém fez com que eu gostasse mais ainda do lugar.

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